Chama por mim. Tira-me desses versos, Tristes cheios de muralhas. Que ofusca minha voz. Desabotoa essa distância perdida. Coloca-me na palma dos seus olhos. E na seresta da sua retina, Quero planar no gel verde Do seu olhar. Chama por mim!
Quisera um dia dizer -te Que te percebo. Na cama onde não dormimos. No silêncio, das palavras loucas, Que não dizemos. Nas manhãs frias. Nas tardes se sol escaldante. No seu olhar distante. Quisera dizer-te Que sua ausência insiste Em não deixar de perceber-te.
Dei-me inteira. Saciei sua fome, Da minha adocicada Pele branca. Misturei meu sangue grosso, Ao teu salgado. Mas nada é pra sempre. E agora .... Das sobras de mim. O que faço?