Taça isolada. Liquido de sonhos derramados. Mancha escarlate, No puro linho. Esperança perdida lembranças do liquido mel, Entre os lábios à língua. Que ainda reside no porão Da minha retina.
Há tanta vida no caminho. Tanto suor pelo rosto. Há tanta grandeza nas mãos. Tanto peso no dorso. Há tanta esperança nos olhos. Tanto travo amargo da dor. Há tanta tela em branco Tanto pincel sem cor Mas a tanta vida no caminho... Um só “Deus” nós guiando Em amor.
Por muito tempo O calendário dos dias Tomarem conta da minha vida. Hoje me vejo neurótica,compulsiva. Em seguir regras Imposta por essa sociedade falida. Chega !! Tenho que fazer urgente alguns reparos. E recuperar a magia, De viver,sem imposições Nos meus dias..
Taça estendida. Conversas esquecidas. Uma canção de amor. Resumo nalgumas linhas, A saudade antiga O amor que não findou. Entrego –me, Aos apelos dos desejos. Estendo as mãos. Como derradeira cartada. E vou.....
Eu quero o fim, Da estrada do seu corpo. Murmurar delicias na sua veia. Quero preces na sua boca. Sua alma destemida. Quero.. Encontrar-te em mim Além de ti, dos sonhos Falar-te de amor Por fim…chamar-te na noite Com orvalho nos olhos Com peito ardente Quero…vem ser meu!
Pode ser.. Que venha me questionar O porque que despimos De aparências enganosas. Para conseguirmos O que desejamos. Se nem sempre, O que se desejamos. É o que precisamos. Talvez venha me questionar. Mas hoje não! O inevitável querer-te. "Agora" me domina.
ManyPallo
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Fquei nua, De tudo Que me dá segurança. Para permanecer Só em mim
Mesmo que chore. Sem molhar a face. E as bandeiras soltas, Dos meus sentimentos. Trepidando paixões urgentes. Vou estar, Cobrindo nossas frias madrugadas. Em tons mornos. Na superfície da minha pele. Que te espera. Como a lucidez dos cegos.