Talvez ainda eu diga. Das minhas fragilidades. Nas minhas manhãs de abril. Talvez eu diga. Das lágrimas orvalhadas De tanto ver você Dormindo no colo da lua. Preso em sonhos só seu. Talvez eu diga Dos poemas sem rima. Navegando em delírios. Derramando em licores. Feito enxurrada quente. Na planície do meu amor Talvez ainda eu diga...talvez.
Na verdade, Só estava de passagem E numa linguagem decifrada Quero dizer... Que vou quebrando, Os espinhos do caminho. Para não te ferir. Quando quiser me seguir.
ManyPallo
domingo, 18 de dezembro de 2011
Hoje tirei do armàrio Da vida. Um traje de ocasião Foi sentenciada, Para ser feliz.
já cuspi fogo pelos poros. Estilhacei vidraças da alma. Aprisionei sentimentos e razão já parti tantas vezes de mim.. Hoje me calo De dores e rancores Aprendi harmonizar, Com a vida. E assim me recrio. Todos os dias.
Como falar desse amor Se nunca te toquei. Do gosto da sua boca Sem ter te beijado. Como falar da sua partida. Se nunca chegou. Mas em meus versos Vagabundos e ebrios Te envento E descrevo "meu"
Tinha os olhos Como sol no horizonte. Boca de ansiosa espera, Da aragem da tarde. Com gostinho de flor. Tinha a noite, Como terraço do luar. Mas era inverno. E um que se nostalgia, Entrou no estreito Portão da vida. E o ter “inverno também virou”.